terça-feira, 26 de outubro de 2010

Vale a pena terceirizar o AMOR?


A terceirização é uma prática, que começou a ser estabelecida há algumas décadas. Por motivos, principalmente fiscais e trabalhistas, ela logo ganhou força. Empresas de todos os portes e seguimentos, tanto na produção, serviços, e comercio, logo aderiram. Creio ser um bom negócio, tanto para as grandes empresas, que terceirizam; alimentação, processamento de dados, segurança, produção de pequenas peças, limpeza, até a própria gestão. E também para as pequenas, que mesmo com uma infra-estrutura e um capital menor, conseguem contratos vantajosos e estáveis.


Você deve estar perguntando, este não é um blog evangélico? Que conversa é esta? Bom, já vou explicar.

Como nem tudo são flores, muitas vezes, o modelo que da certo em um setor, pode não ser o ideal em outros. Principalmente levar um modelo empresarial, para resolver um problema familiar, é no mínimo temerário.

Este modelo de gestão empresarial é contemporâneo à revolução feminina, a liberdade da mulher, que nos trouxe tantas benesses, teve também seu lado crucial, a criação e educação dos filhos. Como fazer? De quem seria esta missão? Bom já que a terceirização estava em voga, não pensaram duas vezes.

Terceirizaram a educação de nossos filhos. Hoje eles são educados por pessoas que nem conhecemos, não sabemos de onde vieram, nem como foram criadas. Não estou aqui questionando a competência desses educadores, imagino que em sua grande maioria, são pessoas confiáveis e sérias, mais este com certeza não é o propósito de Deus.

Não raras foram as vezes, que vi uma mãe dizer: Não reconheço mais meu filho, ele está muito diferente, não se parece com ninguém da família. Mais claro, ele não foi educado por ninguém da família. Sua forma de ver a vida, seus conceitos, seus valores, sua personalidade foram moldados por pessoas totalmente estranhas.

Como já disse antes, não estou colocando as escolinhas em cheque, acredito na capacidade da maioria, mais não é essa a questão. A educadora foi criada em uma família com conceitos peculiares, a criança pertence à outra família com conceitos totalmente diferentes, será que isto não causaria conflito na sua personalidade em formação? Sou totalmente leigo em psicologia infantil, mais sei que pequenos detalhes, talvez até imperceptíveis, podem desencadear grandes distúrbios psicológicos.

Distúrbios estes, que poderiam ser aflorados na fase de adolescência, em uma época, que por si só já é muito complicada e recheada de dúvidas. Resultando em jovens e adolescentes confusos, e extremamente rebeldes, que não respeitam, nem reconhecem a autoridade dos pais. Mais que pais? Se eles foram educados pelas “tias”.

Não quero aqui, desenvolver uma tese baseada na psicologia infantil, não é minha praia. Tenho muita experiência de vida, e sou grande observador do comportamento humano, porém isto não me credencia a desenvolver tal tese. É um tema muito complexo para leigos.

Mais, isto também não impede que eu dê minha opinião, sei que muitas destas famílias, são “forçadas” a tomar esta atitude, principalmente em decorrência de problemas financeiros, separação de casais, mães solteiras, etc. Por outro lado, existem outras mães que dão prioridade a uma carreira por simples vaidade.

Creio que em todos os casos, deva haver uma reflexão muito consciente e criteriosa, não adianta você se matar de trabalhar, economizar o dinheiro da faculdade de seu filho, e quando chegar a hora ele não corresponder, por ter vivido uma adolescência problemática. Envolvendo-se possivelmente com drogas, prostituição, trafico, álcool, e muitas outras práticas que podem levar um jovem a ruína total.

Sabemos que; hoje estas praticas não se restringem as classes pobres e periféricas, elas estão presentes em todos os níveis sociais, inclusive nos mais altos. Onde muitas mães saem para trabalhar, por simples vaidade. Não podem sacrificar alguns anos de suas carreiras para dar amor aos filhos, depois não entendemos porque jovens ricos se envolvem em seqüestros e roubos a mão armada somente por prazer.

Sabemos também que; a personalidade de um individuo, é formada quase que totalmente em sua infância. No entanto, o maior investimento em um filho, talvez não seja financeiro, como uma caderneta de poupança para a faculdade, roupas de marca, brinquedos caros, festas mirabolantes, etc.

Sabemos ainda que; o calor de um lar é o melhor lugar para se educar um filho, o amor de uma mãe, não se encontra em nenhuma escola infantil, e tenho pra mim, que nenhum método pedagógico, por melhor que seja, possa superar o amor materno.

Quanto à importância da educação infantil a palavra de deus é clara em: Pv 22:6 “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.”

Pense nisso.

Em Cristo:
Amarildo.