Aquele que não serve, não ama.
Aquele que não ama, não serve.
Viver segundo o mandamento do amor, pode nos parecer muito fácil, o amor, é a maior dádiva de Deus. Todos nós buscamos este incrível amor arduamente, até os mais violentos bandidos, os mais sanguinários ditadores, um dia falaram sobre o amor. Podemos ainda, ler um filósofo da antiguidade, ou até mesmo, um poeta contemporâneo dizer que ele é o mais nobre de todos os sentimentos.
No entanto, posso afirmar que ele é nobre sim, pois vem de Deus. Mais de sentimento o amor não tem nada, ele é uma questão de atitude. Nós escolhemos, amar ou não amar. Deus enche nossos corações, com seu infinito amor, e nós é que decidimos, usa-lo ou não. Quando dividimos com os irmãos ele se transforma em uma fonte inesgotável, como na multiplicação dos pães. Agora se tentarmos segurá-lo só pra nós, é como uma água parada, no início pode ser boa para o consumo, e nos abençoar, mais com o passar do tempo, pelo fato de não se renovar, ela cria lodo, larvas, e uma serie de resíduos que podem nos envenenar, chegando ao extremo de até matar.
Como disse no início o amor pode parecer fácil, mais não é. Para interagirmos com nosso irmão, através do amor, temos que praticar alguns pré-requisitos que são a base que sustenta o amor em nossas relações. Jesus nos ensina formar a base de sustentação do amor e mostra-nos os elementos necessários para que ela seja solida.
Um destes elementos é o ato de servir, não existe amor sem servidão, devemos estar prontos para servir a Deus e ao nosso irmão em todas as situações, não apenas quando podemos, quando estamos em paz com a vida, quando nos sobra tempo ou dinheiro, mas sempre que ele estiver precisando.
Se o irmão pede um prato de comida hoje, não posso esperar o dia do meu pagamento para ajudá-lo, pois ele já pode ter morrido de fome.
Se o que ele precisa é uma palavra de carinho, ou exortação, amanhã ele pode ter ceifado sua vida, caído em algum vício etc.
Fico imaginando se estivesse no lugar daquele rapaz, no meio do deserto, com somente cinco pães e dois peixes. Poderia, em meio ao meu egoísmo ter pensado: Este alimento não da nem pra mim, talvez ele ainda tivesse família ou amigos para dividir, ou poderia dizer: se entregar estes pães a multidão, não alimentarei ninguém e ainda arriscarei morrer de fome ou ser pisoteado. Temos também aquele dito popular que fala: “Não adianta desvestir um santo para vestir outro”.
Só que nessa história, o rapaz era servo e o Santo era Jesus de Nazaré, e o resto da história nós já conhecemos.
Portanto é necessário que estejamos sempre dispostos a servir, em qualquer situação que nos encontrar.
Jesus nos deixou o exemplo, Ele nunca adiou a benção, ajudou sempre que foi solicitado, na cidade, no deserto, no mar, na sinagoga, na festa de casamento ou no velório, na segunda, na terça ou até mesmo no sábado, com o consentimento dos presentes ou não.
Para servir a Deus e ao próximo, Ele contrariou leis e autoridades, quebrou paradigmas, mais nunca deixou ninguém sair de mãos vazias.
Jesus deixou muito claro, com atos e palavras, que para entrar no Reino dos Céus, temos que ser servos, veja um pouco do que Ele disse: Mt 20:26-28 “... todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso servo; E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo; Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.”
Jo 13:12-17 “Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou. Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes.”
Podemos ver que é impossível cumprir o mandamento do amor sem servir, e é impossível nos aproximar de Deus, sem cumprir o mandamento.
Pense nisso....
Amarildo Rocha.
quarta-feira, 23 de março de 2011
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Vale a pena terceirizar o AMOR?
A terceirização é uma prática, que começou a ser estabelecida há algumas décadas. Por motivos, principalmente fiscais e trabalhistas, ela logo ganhou força. Empresas de todos os portes e seguimentos, tanto na produção, serviços, e comercio, logo aderiram. Creio ser um bom negócio, tanto para as grandes empresas, que terceirizam; alimentação, processamento de dados, segurança, produção de pequenas peças, limpeza, até a própria gestão. E também para as pequenas, que mesmo com uma infra-estrutura e um capital menor, conseguem contratos vantajosos e estáveis.
Você deve estar perguntando, este não é um blog evangélico? Que conversa é esta? Bom, já vou explicar.
Como nem tudo são flores, muitas vezes, o modelo que da certo em um setor, pode não ser o ideal em outros. Principalmente levar um modelo empresarial, para resolver um problema familiar, é no mínimo temerário.
Este modelo de gestão empresarial é contemporâneo à revolução feminina, a liberdade da mulher, que nos trouxe tantas benesses, teve também seu lado crucial, a criação e educação dos filhos. Como fazer? De quem seria esta missão? Bom já que a terceirização estava em voga, não pensaram duas vezes.
Terceirizaram a educação de nossos filhos. Hoje eles são educados por pessoas que nem conhecemos, não sabemos de onde vieram, nem como foram criadas. Não estou aqui questionando a competência desses educadores, imagino que em sua grande maioria, são pessoas confiáveis e sérias, mais este com certeza não é o propósito de Deus.
Não raras foram as vezes, que vi uma mãe dizer: Não reconheço mais meu filho, ele está muito diferente, não se parece com ninguém da família. Mais claro, ele não foi educado por ninguém da família. Sua forma de ver a vida, seus conceitos, seus valores, sua personalidade foram moldados por pessoas totalmente estranhas.
Como já disse antes, não estou colocando as escolinhas em cheque, acredito na capacidade da maioria, mais não é essa a questão. A educadora foi criada em uma família com conceitos peculiares, a criança pertence à outra família com conceitos totalmente diferentes, será que isto não causaria conflito na sua personalidade em formação? Sou totalmente leigo em psicologia infantil, mais sei que pequenos detalhes, talvez até imperceptíveis, podem desencadear grandes distúrbios psicológicos.
Distúrbios estes, que poderiam ser aflorados na fase de adolescência, em uma época, que por si só já é muito complicada e recheada de dúvidas. Resultando em jovens e adolescentes confusos, e extremamente rebeldes, que não respeitam, nem reconhecem a autoridade dos pais. Mais que pais? Se eles foram educados pelas “tias”.
Não quero aqui, desenvolver uma tese baseada na psicologia infantil, não é minha praia. Tenho muita experiência de vida, e sou grande observador do comportamento humano, porém isto não me credencia a desenvolver tal tese. É um tema muito complexo para leigos.
Mais, isto também não impede que eu dê minha opinião, sei que muitas destas famílias, são “forçadas” a tomar esta atitude, principalmente em decorrência de problemas financeiros, separação de casais, mães solteiras, etc. Por outro lado, existem outras mães que dão prioridade a uma carreira por simples vaidade.
Creio que em todos os casos, deva haver uma reflexão muito consciente e criteriosa, não adianta você se matar de trabalhar, economizar o dinheiro da faculdade de seu filho, e quando chegar a hora ele não corresponder, por ter vivido uma adolescência problemática. Envolvendo-se possivelmente com drogas, prostituição, trafico, álcool, e muitas outras práticas que podem levar um jovem a ruína total.
Sabemos que; hoje estas praticas não se restringem as classes pobres e periféricas, elas estão presentes em todos os níveis sociais, inclusive nos mais altos. Onde muitas mães saem para trabalhar, por simples vaidade. Não podem sacrificar alguns anos de suas carreiras para dar amor aos filhos, depois não entendemos porque jovens ricos se envolvem em seqüestros e roubos a mão armada somente por prazer.
Sabemos também que; a personalidade de um individuo, é formada quase que totalmente em sua infância. No entanto, o maior investimento em um filho, talvez não seja financeiro, como uma caderneta de poupança para a faculdade, roupas de marca, brinquedos caros, festas mirabolantes, etc.
Sabemos ainda que; o calor de um lar é o melhor lugar para se educar um filho, o amor de uma mãe, não se encontra em nenhuma escola infantil, e tenho pra mim, que nenhum método pedagógico, por melhor que seja, possa superar o amor materno.
Quanto à importância da educação infantil a palavra de deus é clara em: Pv 22:6 “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.”
Pense nisso.
Em Cristo:
Amarildo.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
O melhor casamento que já fui!!!!!!!!!!!!!!!!
Depois que conheci Jesus, há um ano e meio, Ele tem operado maravilhas em minha vida. Já mostrei aqui no blog, que depois de vinte e cinco anos de convivência, com minha esposa, duas filhas e uma neta, exatamente há um ano, nos casamos no civil.
Agora a coisa foi muito mais emocionante, no intuito de abençoar os casais, em minha situação, o meu Pastor, numa inspiração divina, decidiu promover um casamento coletivo.
Foi lindo, maravilhoso, sem palavras. A esta altura da vida, não esperava mais passar por este momento, já havia desistido deste sonho, mais Deus em seu infinito amor, nos proporcionou sua realização. Não como concebíamos, mais muito melhor, surpreendente.
Minha esposa se emocionou muito, fiquei muito feliz com isso, não imaginava que mesmo depois de tanto tempo, este acontecimento lhe fizesse tão feliz. Valeu mesmo à pena, só a emoção de vê-la ali radiante, pagou por todos os percalços que enfrentamos juntos em todos estes anos.

Este soneto é uma homenagem especial a minha esposa.
ღ♥ღ♥ღ♥ღ SONETO 74 ღ♥ღ♥ღ♥ღ
Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís Vaz de Camões
Gostaria de agradecer a Deus, que em seu infinito amor, realizou o sonho dos vinte casais envolvidos, e de suas respectivas famílias. Como também a todas as pessoas, que, de alguma forma colaboraram para a realização deste maravilhoso evento.
Veja mais fotos aqui.
Em Cristo.
Amarildo.
Agora a coisa foi muito mais emocionante, no intuito de abençoar os casais, em minha situação, o meu Pastor, numa inspiração divina, decidiu promover um casamento coletivo.
Foi lindo, maravilhoso, sem palavras. A esta altura da vida, não esperava mais passar por este momento, já havia desistido deste sonho, mais Deus em seu infinito amor, nos proporcionou sua realização. Não como concebíamos, mais muito melhor, surpreendente.
Minha esposa se emocionou muito, fiquei muito feliz com isso, não imaginava que mesmo depois de tanto tempo, este acontecimento lhe fizesse tão feliz. Valeu mesmo à pena, só a emoção de vê-la ali radiante, pagou por todos os percalços que enfrentamos juntos em todos estes anos.
Este soneto é uma homenagem especial a minha esposa.
ღ♥ღ♥ღ♥ღ SONETO 74 ღ♥ღ♥ღ♥ღ
Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís Vaz de Camões
Gostaria de agradecer a Deus, que em seu infinito amor, realizou o sonho dos vinte casais envolvidos, e de suas respectivas famílias. Como também a todas as pessoas, que, de alguma forma colaboraram para a realização deste maravilhoso evento.
Veja mais fotos aqui.
Em Cristo.
Amarildo.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Zabaleens, um exemplo de perseverança.

Perto das pirâmides de Gizé, principal ponto turístico do Egito, fica escondida a Cidade do Lixo. Encravada no meio da montanha de Mokattam, a cidade é lar dos Zabaleens - grupo isolado do resto da sociedade e responsável pela coleta e reciclagem de 90% do lixo produzido na capital. Inspirados na história dessas pessoas e na relação de identificação com o lixo, dois fotógrafos registraram imagens chocantes de um lugar repugnante para alguns e impressionante para outros.
Os Zabaleens correspondem à minoria cristã do país e sobrevivem do que conseguem coletar nas ruas das cidades. Tudo o que é recolhido das casas e prédios do Cairo é levado para a Cidade do Lixo, onde cada material ganha sua destinação adequada. O que pode, é reaproveitado, o que não pode, é reciclado. Já os restos orgânicos são utilizados para queima e geração de energia, ou então é jogado aos porcos que se encarregam de dar fim ao "lixo".
Lá os moradores convivem com o lixo com a naturalidade. A montanha Mokattam, que significa "montanha partida", foi ocupada no século 10, quando, segundo uma lenda local, o lugar foi palco de um milagre: desafiados a provarem o poder da sua religião sob pena de serem expulsos do país ou mortos, os cristãos abriram a montanha usando apenas a força da fé.
Mesmo separados em locais distintos, a população cristã e o governo egípcio mantém confrontos até os dias de hoje. O último aconteceu em abril do ano passado, quando o presidente Hosni Mubarak ordenou que todos os porcos de Mokattam (cerca de 350 mil) fossem sacrificados alegando o risco da contaminação da gripe suína.
Mesmo com a confirmação da Organização Mundial da Saúde de que os animais não transmitiam a doença, a matança não parou. Os Zabaleens protestaram, alegando que os animais eram vitais para o processo de eliminação do lixo orgânico e acusou o governo de exterminar os porcos por sua carne ser proibida entre os muçulmanos. Como resposta, os catadores deixaram de coletar o lixo orgânico do Cairo que logo começou a se acumular nas ruas da cidade.
E essa não foi a primeira vez que problemas políticos causaram queixa na população dos Zabaleens. Em 2003, empresas particulares foram contratadas para fazer a limpeza no Cairo e os Zabaleens viram seu meio de vida sendo levado embora pelos caminhões de lixo que passaram a percorrer as ruas da capital.
Desde o final da década de 40, esse grupo é responsável pela coleta de quase 60% do lixo da cidade do Cairo. Para isso eles não recebem nada do governo e sobrevivem da venda, principalmente, de plástico e papelão para fábricas de reciclagem.
Apesar das dificuldades, a população da Cidade do Lixo não se incomoda com o título do lugar onde moram. Muitos, ao contrário, possuem uma identificação e sentimento de pertencimento tão forte com o lixo que continuam vivendo no local mesmo quando já possuem condição financeira de se mudar para outra região.
Inspirados por essa relação, os fotógrafos Klavs Bo Christensen e Alexander Heilner registraram com suas lentes as imagens desse povo, que permanece isolado do mundo enquanto limpam a sua sujeira.
Estive meditando nesta matéria, que achei por acaso no portal do MSN, e cheguei a uma analogia muito interessante, entre os cristãos de Zabaleens e o que Cristo faz, através de sua Igreja.
Como o povo de Zabaleens faz na cidade do Cairo, com tudo que a população não quer, e joga fora. O Senhor nos usa, para fazer um saneamento espiritual. Ele busca aquela parte da sociedade, que é conhecida como lixo humano, e que, na maioria das vezes foi excluída, deixa a igreja como fiel depositaria, até que sejam tratados, reciclados, e transformados em novas criaturas.
Sempre que é feita uma reciclagem, sobram resíduos, no caso espiritual, eles podem ser espíritos maus, demônios, maldições, e tudo mais que satanás mistura a nossas almas através do pecado. Os Zabaleens como cristãos autênticos, sabem o exemplo do Mestre, narrado nas escrituras, na passagem do endemoninhado gadareno, os resíduos acumulados são atirados aos porcos.
Como os Zabaleens, Jesus não cobra nada por este serviço, é tudo de graça. A igreja, usada como ferramenta, tem o privilégio de estar ao seu lado, e expandir o seu reino por meio das almas reconciliadas.
Como os Zabaleens, Deus e a igreja, permanecem isolados do mundo, enquanto limpam sua sujeira.
Encontrei esta matéria no MSN VERDE, achei muito interessante. Que o povo de Deus sempre foi muito maltratado no Egito não é novidade nenhuma. Desde o cativeiro, na época dos faraós, e sua libertação, pelas mãos de Deus através de Moises, até os dias de hoje, com o domínio muçulmano, nossos irmãos nunca tiveram vida boa naquelas terras. No entanto temos uma promessa de Deus, em Is 19:25 “Porque o SENHOR dos Exércitos os abençoará, dizendo: Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança.”
Naquele que nos transforma.
Amarildo.
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